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Tuesday, July 22, 2008
Um dia com a Juliet Marillier
Não é frequente um autor reconhecido internacionalmente tornar-se próximo dos seus fãs. Pesquisar a Internet para saber o que andam a dizer de si e do seu trabalho, sim. Trocar dois dedos de conversa enquanto lhes autografam um livro numa feira qualquer, sim. Responder a um ou outro e-mail com informação sobre os próximos trabalhos, ou agradecendo uma carta elogiosa - ou insultando os mais críticos -, é possível.
Mas, tornar-se próximo, falar do seu trabalho, da sua vida e daquilo que os rodeia com os seus leitores, é mais difícil. E o que me dizem de um autor que vai de uma ponta à outra do planeta para passar um dia com os seus fãs (sem ser pago para isso)?
Foi exactamente isso o que a Juliet Marillier fez na sexta-feira passada.
Quer dizer, não foi exactamente isso, mas quase. A autora não veio da Austrália directamente para Portugal só para estar com os seus fãs. Estava de passagem, pronto. Mas deu-se ao trabalho de adiar um voo para poder estar - estar mesmo - com eles.
E quando digo "estar", não me refiro a passar uma ou duas horas sentada algures numa livraria a autografar livros - embora essa parte também tenha cumprido. Refiro-me a acordar de madrugada para encontrar-se, sozinha, com os fãs logo às 8h30, passear com eles durante toda a manhã por uma vila para ela desconhecida e almoçar com eles. Conviver, pronto. Como se os conhecesse de sempre.
Não é frequente. Mas é fantástico saber que acontece.
Há coisas que nunca mudam… As pessoas amam e morrem, sonham, desesperam, destroem e enlouquecem… Cumprem o seu destino, seguem o curso da sua vida. Nós desempenhamos as nossas funções tal como eles desempenham as suas. Isso nunca mudará.
Hacedme un duelo de labores y esperanzas. Sed buenos y no más, sed lo que he sido entre vosotros: alma. Vivid, la vida sigue, los muertos mueren y las sombras pasan; lleva quien deja y vive el que ha vivido.
Excerto de poema de António Machado a Francisco Giner de los Ríos
Se oye hablar de un canto de mujer Nadie la ha podido ver La leyenda habla de una voz sin piel Desde el cielo llora y sin querer Deja lágrimas caer Cuando llueve todos dicen que es Deray
La voz de la tristeza es Deray
Nadie estuvo en el amanecer De los tiempos, pero creen Que la Luna allí se enamoró de él... Dice el viento que ella se acercó Tanto que su rostro ardió Y por eso esconde su dolor, Deray
La cara oculta de la Luna es Deray
Deray...
Amor letal, que canta para no llorar
Luna canta para él Amanece y cuentan que En los días de calor El Sol muere de pasión El mar son lágrimas que hizo llover La voz de la tristeza es Deray
Eis uma das músicas mais bonitas de sempre. Da autoria da espanhola Rosana. Queres ouvir?
Come una barca fatta di carta che quando si bagna affonda, come un frutto che a ogni morso la testa mi confonde, come una fiamma che si muove e al vento non ubbidisce mai, mi piace come sei
come una bilancia che pesa il tempo la solitudine e il silenzio, come un buco nell'universo da dove arrivano i sogni, come una cesta da riempire e da non vuotare mai, mi piace come sei
come una ferita dentro al cuore che non fa male mi piace come sei come una finestra che anche chiusa lascia passare l'aria una figlia una madre una donna nella mia vita
come una nuvola gonfia d’acqua che nutre la terra secca, come la lana che mi protegge quando l'inverno arriva, come la candela che resta accesa e che mi fa luce nell'oscurità, mi piace come sei
come la strada che mi porta sempre nel luogo esatto in cui voglio arrivare, come quel posto lontano dal centro dove mi fermo a riposare, come una patria senza bandiera dove sentirsi liberi, mi piace come sei
Jovem: Gostas de escrever? Então o fórum Mundo Marillier tem um desafio para ti...
Concurso Mundo Marillier
Regras:
Para participar, só tens de escrever um conto, em português ou inglés, até um máximo de 5 páginas (tamanho Times New Roman, 12 ou similar, parágrafo a 1,5).
O tema é livre, mas deve seguir os traços das lendas ou contos de fadas, feito de forma original. Pode incluir qualquer cenário: moderno, histórico, fantástico, etc, e deves incluir os seguintes elementos na história:
um lenço vermelho,
um corvo,
um segredo,
uma promessa,
irmãos ou irmãs.
Cada pessoa pode participar com um máximo de três contos (seja em inglês ou em português)
A participação será feita de forma anónima, pelo que tens de enviar o teu conto com os teus dados para o e-mail mundomarillier@gmail.com A administração colocará o teu conto no espaço dedicado ao concurso, no fórum.
O prazo para participar é até 3 de Maio. Findo este período, terá início o processo de selecção, que será realizada através da votação dos membros do fórum (não tens de estar registado no fórum para participar no concurso, mas sim para votar no teu favorito). Este processo terá a duração de um mês.
Prémios:
Os autores dos três melhores contos em inglês receberão uma cópia autografada pela escritora Juliet Marillier de Cybele's Secret ou Wildwood Dancing (à escolha, edições em inglês).
Os autores dos três melhores contos em português receberão uma cópia autografada pela escritora Juliet Marillier de Cybele's Secret, Wildwood Dancing (edições em inglês) ou O Poço das Sombras (edição portuguesa).
Hoje ouvi o cover de Montserrat Caballé a esta música e lembrei-me de procurar a original, do grupo Mecano. Cá está ela, velhinha (é de 1986), mas ainda linda.